Saiba um pouco mais sobre: BRONQUIOLITE AGUDA
O QUE É?
A bronquiolite aguda é uma inflamação dos bronquíolos que, por serem vias aéreas de pequeno calibre, obstruem devido ao surgimento de inchaço e secreção, tornando a circulação de ar mais difícil dentro dos pulmões.
O QUE CAUSA A BRONQUIOLITE AGUDA?
Na grande maioria das vezes, a bronquiolite é causada por uma infecção viral, sendo o vírus respiratório sincicial (VRS) o responsável por mais de 50% dos casos. Outros microorganismos que também podem causar bronquiolite são os vírus parainfluenza, adenovírus e vírus da gripe (influenza).
QUAIS OS PRINCIPAIS SINAIS E SINTOMAS?
Em geral, o quadro começa como um resfriado, sendo comuns obstrução nasal, coriza, espirros e tosse. Com o passar dos dias, podem surgir febre e dificuldade para respirar. Com a piora da inflamação pulmonar, mais comumente vista entre o quarto e sexto dias de doença, a criança se torna mais cansada, o que pode levar a queda da oxigenação do sangue e insuficiência respiratória aguda.
A gravidade da doença pode ser maior nas crianças menores de 1 ano, naquelas que possuem doenças pulmonares crônicas, problemas cardíacos ou problemas de imunidade.
COMO É O TRATAMENTO?
Nos casos leves ou naqueles que não necessitam de internação hospitalar, o tratamento é feito basicamente com medidas simples, tais como lavagem nasal e inalações frequentes com soro fisiológico, além de antitérmicos se houver febre. A lavagem nasal empurra a secreção acumulada nas cavidades nasais, melhorando a obstrução e facilitando a entrada de ar, o que faz a criança respirar melhor. Crianças muito pequenas não sabem respirar pela boca e, assim, tentam respirar pelo nariz obstruído a todo custo.
Nos casos mais graves, além das medidas já descritas acima, também há a necessidade de ofertar oxigênio, seja por meio de máscaras faciais, cateter nasal e outros dispositivos simples, ou por meio de ventilação mecânica.
Os antibióticos não fazem parte do tratamento da bronquiolite aguda, pois é o próprio organismo que acaba com a infecção viral. Esse tipo de medicação é prescrita se houver alguma complicação bacteriana associada, como infecção de ouvido ou pneumonia.
EXISTE PREVENÇÃO?
O ponto-chave está em evitar o contato com pessoas doentes, mesmo que estas apresentem quadros virais leves. Adultos ou crianças com quadros virais agudos devem evitar, por exemplo, visitas em maternidades, hospitais ou a recém-nascidos. A transmissão ocorre de maneira fácil de uma pessoa a outra, especialmente, pelo contato com as mãos sujas de secreção, pela tosse e espirros. Crianças com história de prematuridade e portadoras de doenças pulmonares ou cardíacas crônicas podem se beneficiar com a administração de Palivizumab (anticorpo contra o VRS).
Dra Marianne Karel V. Kawassaki
Pediatria Geral e Medicina Intensiva
CRM 128079